POLÍCIA CIVIL PRENDE BANDO ACUSADO DE DESVIAR RECURSOS FEDERAIS EM BREVES

A Polícia Civil cumpriu nesta quarta-feira (25), sete mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão resultantes de investigações sobre o desvio de mais de R$ 3,5 milhões de uma conta do Banco do Brasil de Breves, na ilha do Marajó. As prisões foram efetivadas nesse município e em Belém. O principal acusado do esquema criminoso é o ex-funcionário da agência, Tomaz Nogueira Júnior, 36 anos, preso em um prédio, no bairro da Campina, na capital paraense, juntamente com a irmã Ana Lúcia da Silva Nogueira, 23.
IRMÃOS PRESOS NA OPERAÇÃO POLICIAL
PRODUTOS E DINHEIRO APREENDIDOS
Com os acusados, carros e motos de luxo, tudo zero quilômetro, além de produtos eletroeletrônicos, dinheiro, armas, e até uma lancha, foram apreendidos. As prisões e apreensões resultaram da operação denominada “Swordfish” coordenada pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado, através da Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos (DRCT), sob comando dos delegados Beatriz Silveira e João Bosco Rodrigues, titular da DRCO. O cumprimento da ordens judiciais foi iniciado às 6 horas, simultaneamente, nas duas cidades.
CRACHÁ FUNCIONAL DE TOMAZ
Ao todo, 30 policiais civis estiveram em atuação na operação que contou com apoio de policiais civis do Grupo de Pronto-Emprego (GPE) e da Delegacia da Mulher de Breves. De acordo com a delegada Beatriz Silveira, há dois meses, a gerência do BB de Breves percebeu que recursos do Governo Federal oriundos de um convênio entre o INCRA e associações de produtores rurais da região estavam sendo desviados misteriosamente de uma conta corrente.
DINHEIRO ENCONTRADO COM PRESOS
O fato passou a ser investigado pela Polícia Civil. O funcionário, em decorrência das investigações, chegou a ser afastado do serviço. Ele atuava como caixa no banco. Com o andamento do inquérito, a DRCT constatou que o dinheiro desviado havia sido enviado a contas particulares e distribuído para familiares do bancário. Estes passaram a adquirir bens, como imóveis, eletrodomésticos, eletrônicos, carros e motos de luxo, tanto em Breves como em Belém. Nas prisões realizadas em Breves, a Polícia Civil apreendeu motos e carros novos, além de R$ 6 mil em dinheiro, e até uma lancha, de propriedade de Tomaz, que era usada no transporte de pessoas no Marajó. Os objetos e veículos estavam em uma casa de luxo no município.
VEÍCULOS DE LUXO APREENDIDOS
Na capital paraense, a equipe comandada pelos delegados Luiz Xavier e Hennison Jacob, prendeu Tomás e a irmã. Com os dois, foram apreendidos um carro Fiat Idea; uma moto Suzuki, com valor estimado em 70 mil reais, e uma caminhonete Mitsubishi, que possuía um sistema de equipamentos sonoros avaliados em 30 mil reais. O carro está em nome de Ana Lúcia. No total, a caminhonete tem valor de mais de 120 mil reais. Também foram encontrados produtos eletrônicos, televisores de tela plana, computadores, dez mil reais, 351 dólares e celulares.
DETALHE DO EQUIPAMENTO DE SOM DE 30 MIL REAIS
Os acusados presos em Breves foram ouvidos em depoimento na sede da Delegacia da Mulher de Breves e ficarão presos à disposição da Justiça, assim como os presos em Belém. As investigações prosseguem para apurar o envolvimento de outras pessoas no esquema. O nome da operação "Swordfish" (Peixe-Espada em português) é uma alusão à palavra secreta existente no filme de suspense "A Senha: Swordfish", estrelado por John Travolta, Hugh Jackman e Halle Berry, em 2001. Na trama, um espião tem por missão coagir um hacker a auxiliá-lo no desvio de 9,5 bilhões de dólares de fundos governamentais.

Comentários

Master_Begin disse…
Parabéns.. pelas prisões feitas.. ja estava na hora desses bandidos serem presos... sei que é só a ponta do Ice Berg.. mas acreito no trabalho de vocês em capturar esses bandidos e por fim acabar com esso tipo de pessos que só lucram em cima da maioria pobre.
Anônimo disse…
e uma familia de bandido tio,mãe,irmã,amante,prima, etc....cadeia neles.
Anônimo disse…
Isso é verdade mesmo? A familia toda está envolvida. è verdade que eles mandavam na cidade, que o pai deles quando era vivo era como um coronel. Que eles podiam tudo. Que coisa feia.
Ainda estão presos?
Bartira

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