ACUSADOS DAS MORTES DE EXTRATIVISTAS VÃO A JÚRI POPULAR

Dois acusados de envolvimento na execução dos extrativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo, ocorrido em maio do ano passado serão levados a júri popular. A decisão é do juiz Murilo Lemos Simão, da Comarca de Marabá, no Pará. A decisão atinge os irmãos José Rodrigues Moreira e Lindonjonson Silva Rocha. Rodrigues foi apontado no inquérito como mentor do crime e Lindonjonson como um dos executores. Em julho do ano passado, o Ministério Público Federal (M.P.F.), ingressou com ação requerendo que o caso passasse a ser de competência do Tribunal Regional Federal (T.R.F.) da 1ª Região. 

JOSÉ RODRIGUES E LINDONJONSON SERÃO JULGADOS
Em seguida, o juiz federal, Marcos Silva Rosa, remeteu o caso à Justiça do Estado entendendo que o julgamento não caberia à Justiça Federal. O juiz Murilo Lemos aceitou denúncia do Ministério Público Estadual (M.P.E.) do Pará e eles serão julgados pelos duplo assassinato triplamente qualificado: motivo torpe (disputa pela posse de terra rural), meio cruel (uma das orelhas da vítima José Cláudio foi cortada pelos executores do delito quando a vítima ainda estava viva) e sem possibilidade de defesa.

VÍTIMAS
Pela denuncia do M.P.E., os extrativistas foram mortos por tiros de cartucheiras disparados por Lindonjonson e por Alberto Lopes do Nascimento. Depois do assassinato, os executores cortaram as orelhas das vítimas como “um prêmio”, conforme o M.P.E. O conflito entre fazendeiro e o extrativista começou quando Rodrigues comprou um lote de terra, no primeiro semestre de 2010, por R$ 50 mil. A área tinha 16,5 alqueires ou 449 mil metros quadrados. Na decisão do juiz Murino Lemos Simão, ele também negou a revogação da prisão preventiva de Alberto, José Rodrigues e Lindonjonson ou a transferência deles para outras unidades prisionais. O julgamento ainda não tem data para acontecer.

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