OPERAÇÃO RESULTA EM 40 "CAÇA-NÍQUEIS' APREENDIDOS NA GRANDE BELÉM

A repressão à exploração de jogos de azar resultou, na tarde desta quinta-feira, 10, nas apreensões de 40 máquinas eletronicamente programadas, conhecidas como "caça-níqueis", durante a operação "Zebra", em Belém e Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. Executada por mais de 100 policiais civis e militares, a ação policial foi realizada a partir de denúncias anônimas feitas ao serviço Disque-Denúncia (fone 181), de pontos onde havia a exploração de máquinas “caça-níqueis” e jogo do bicho. Durante mais de um mês, 22 locais foram investigados pela Polícia Civil, que, a partir do levantamento, deflagrou a operação policial. Dezoito pessoas foram enquadradas em TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) por exploração de jogo de azar. 

Apreensão de máquinas
MÁQUINAS APREENDIDAS
Duas bancas de jogo do bicho foram estouradas. Os procedimentos foram lavrados na Dioe (Divisão de Investigações e Operações Especiais); na DRCO (Divisão de Repressão ao Crime Organizado) e Dema (Divisão Especializada em Meio-Ambiente). Sob coordenação dos delegados João Bosco Rodrigues, diretor de Polícia Especializada, e Roberto Teixeira, diretor de Polícia Metropolitana, a operação foi executada por cinco equipes cada uma comandada por um delegado que se dividiram para abordar os alvos situados nos bairros do Coqueiro, em Ananindeua; Pedreira, Sacramenta, Marco, Marambaia, Cremação, Canudos, Cabanagem, Castanheira, Mangueirão, Águas Negras e Tapanã. A operação contou com apoio de policiais militares do Comando de Missões Especiais; policiais civis do GPE (Grupo de Pronto-Emprego) e agentes do Siac (Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal). 

A maior parte das máquinas apreendidas foi encontrada na área do Conjunto Cordeiro de Farias, no Tapanã, onde mais de 10 equipamentos foram recolhidos de pontos comerciais, na área da feira do bairro, pela equipe de policiais civis e militares coordenados pela delegada Rosamalena Abreu, da Dioe. Cinco pessoas foram conduzidas para a Dioe. A equipe coordenada pela delegada Flávia Leal, da Dioe, apreendeu, em um ponto de jogo de bicho, na Passagem Vila Nova, na Sacramenta, quatro máquinas de “caça-níquel”, além de dinheiro oriundo de jogo de bicho. As equipes coordenadas pelos delegados Marco Antônio Duarte, da DRCO, e Raimundo Benassuly, superintendente da Polícia Civil na Região Metropolitana, levaram mais máquinas apreendidas para a DRCO, para lavratura dos procedimentos policiais. 

Um equipamento de leitura de cartões magnéticos foi apreendido em um ponto de jogo de bicho no Coqueiro. Outra equipe que atuou na área da Cabanagem e Castanheira foi comandada pelo delegado Luiz Paulo Galrão, da Divisão Especializada em Meio-Ambiente (Dema). No Brasil, a prática de exploração de jogos de azar é prática ilícita e proibida pela Lei de Contravenções Penais. As máquinas de “caça-níquel” funcionam com moedas de R$ 0,25 com a promessa de dar ao vencedor dos jogos cem vezes o valor da quantia apostada. A prática é repudiada pela população que têm denunciado, com frequência, por meio do Disque-Denúncia, fone 181. As máquinas ou alguns de seus componentes não são fabricadas no Brasil, o que gera suspeitas da prática de crime de contrabando ou descaminho.

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