POLÍCIAS CIVIL E MILITAR APRESENTAM ARMAS E EXPLOSIVOS APREENDIDOS NO INTERIOR DO PARÁ
As Polícias Civil e Militar apresentaram, em entrevista coletiva a jornalistas, na tarde de hoje, na sede do Comando-Geral da PM, em Belém, as armas de fogo, munições e dinamites apreendidos, em um sítio, na zona rural de Aurora do Pará, nordeste do Estado, no dia de ontem. O material a ser apresentado é um fuzil tipo M16 calibre 565; uma metralhadora Famae calibre 9mm; uma submetralhadora Taurus calibre 9mm (de uso exclusivo do Exército); uma escopeta calibre 12; um rifle calibre 44 de repetição, e uma espingarda calibre .20. Todas as armas tinham munição. Foram também apresentadas seis bananas de dinamite encontradas no mesmo sítio. O material seria utilizado para assaltar uma agência bancária na região. Um dos dois presos no local foi trazido para Belém e foi apresentado, durante a entrevista coletiva. Trata-se do matogrossense Carlos Eduardo Rodrigues Pereira, 23, natural de Sinop (MT).
| ARMAS APREENDIDAS |
A apresentação do material foi feita pelo subcomandante de Missões Especiais, tenente coronel Simão Salim Júnior; pelo titular da Diretoria de Polícia Especializada da Polícia Civil, delegado João Bosco Rodrigues, e pelos delegados da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Ivanildo Santos e André Costa. Durante a operação, dois homens foram presos, um deles é o dono do sítio, Eliseu Ferreira de Lima, 52 anos, que usava a propriedade como base de ações de quadrilha e para guardar as armas e munições. Já Carlos Eduardo é foragido da Justiça de Mato Grosso, onde tem mandado de prisão por envolvimento em um assalto a uma agência dos Correios, em Sinop (MT).
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| MUNIÇÃO |
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| PRESO CARLOS EDUARDO |
Conforme o delegado André Costa, titular da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos (DRRB), da Polícia Civil paraense, responsável pelas investigações, a mesma quadrilha já era investigada por envolvimento em uma tentativa de roubo a uma agência bancária em Nova Timboteua, nordeste paraense. Ao todo, conforme o delegado, o bando conta com seis integrantes, incluindo Carlos Eduardo, que veio de Mato Grosso especificamente para participar do assalto a banco no Pará. “Todos terão suas prisões solicitadas à Justiça”, salienta, ao ressaltar que o grupo tem integrantes dos Estados do Pará, Maranhão e Tocantins. Ao mesmo tempo, detalha o policial civil, as investigações serão aprofundadas para apurar a origem do armamento.
Dentre o armamento apreendido, existem armas de uso permitido por lei, no caso, as espingardas, e de uso restrito às forças armadas, como os fuzis e submetralhadora. Trata-se de armas de alto poder de fogo, que se fossem usadas poderiam causar graves danos. Conforme o tenente-coronel Simão Salim Junior, a Polícia Militar vem realizado, desde 2011, a operação “Repreban”, que visa fazer repressão e prevenção de eventos relacionados a roubos a estabelecimentos bancários em todo Estado. Por meio da operação, durante o trabalho de inteligência, as ações de quadrilhas de assaltantes de bancos são monitoradas e, em caso de constatação de articulação de algum grupo criminoso, é dado o alerta para realização de ações táticas e barreiras de fiscalização nas estradas do interior, visando deter o bando armado.
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| BANANAS DE DINAMITE |
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| TENENTE CORONEL SIMÃO SALIM |
Com base nas informações, a Polícia Militar manteve campana no local até prender o matogrossense Carlos Eduardo Ferreira, no momento em que ele chegava ao sítio, em uma caminhonete Fiat Strada branca. O papel dele, segundo o próprio preso, seria montar os explosivos. Os presos e o material apreendido foram levados para a Delegacia de Mãe do Rio, onde o flagrante foi presidido pelo delegado Alexandre Calvinho, que responde por Aurora do Pará. As apreensões foram encaminhadas para perícia. O caso foi comunicado à Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos para dar continuidade às investigações sobre a atuação da quadrilha no Pará.




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