POLÍCIA CIVIL PRENDE QUADRILHA ENVOLVIDA EM RESGATE E MORTE DE INVESTIGADOR EM PORTEL
A Polícia Civil já prendeu a maioria dos integrantes da quadrilha que resgatou um preso e baleou provocando a morte cerebral do investigador José Haroldo Pereira da Silva, na madrugada da segunda-feira passada, em Portel, na ilha do Marajó. Sete pessoas foram presas por envolvimento no crime. Um adolescente de 17 anos, identificado como autor dos disparos contra o policial, foi apreendido. Ele admitiu ter atirado no momento em que a vítima reagiu à ação dos bandidos. As investigações apontam o envolvimento de um total de dez pessoas. Entre os presos está Eliziane Santos Moura, 37, esposa do traficante de drogas João Pedro Brazão de Carvalho, de apelido “Pedroca”, o preso resgatado.
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| ENVOLVIDOS NO CRIME |
Também estão presos Leonardo Costa da Cruz, 18 anos, de apelido “Leozinho”; Osvaldino Jardim Nunes, 56, de apelido “Araninha”; Edmildo Vilarinho Vaz, 33, de apelido “Maozinha”; José Aclesivaldo Martins, 31, de apelido "Beethoven", Alexandre de Amaral Pamplona, 19, e o mototaxista Claudino Barbosa Trindade.
O trabalho de busca aos criminosos conta com policiais civis da Superintendência Regional de Breves, sob comando dos delegados Jarson Silva e Marco Antônio Pitmann; da Divisão de Homicídios, comandados pela delegada Cristina Esteves, e do Grupo de Pronto-Emprego (GPE), de Belém, e de policiais civis de Portel e policiais militares de Breves.
As investigações são acompanhadas pelo diretor de Polícia do Interior, delegado João Bosco Rodrigues. O delegado Adalberto Cardoso, titular de Portel, apurou que o bando entrou, pelos fundos, na sede da Polícia Civil em Portel. Parte da quadrilha também ajudou no apoio à fuga e no fornecimento do revólver calibre 38 usado pelo adolescente.
São procurados por envolvimento no crime João Bosco Gomes Rodrigues Junior, de apelido “Bosquinho”, filho de Osvaldino Nunes, e o traficante “Pedroca”. A Polícia Civil solicitou e a Justiça já decretou a custódia preventiva de todos os envolvidos no crime. Ainda, durante as buscas, foi preso em flagrante o mototaxista Claudino Barbosa Trindade, com quem foi encontrado o revólver calibre 38 usado pelo adolescente. Ele foi autuado por posse ilegal de arma de fogo. Os policiais civis conseguiram recuperar a pistola calibre .40 roubada do policial civil. A arma havia sido enterrada em um terreno, na sede de Breves.
CIRCUNSTÂNCIAS As investigações mostraram que o policial civil foi baleado ao reagir à ação da quadrilha. Segundo apurou o delegado, no domingo passado, por volta de meio-dia, o investigador Haroldo Pereira prendeu, em cumprimento a mandado judicial de recaptura expedido pela 2ª Vara de Execuções Penais da Comarca de Belém, o traficante de drogas “Pedroca”. No mesmo dia, à tarde, Osvaldino Nunes, conhecido como “Araninha”, esteve na Delegacia de Portel para tentar subornar o policial civil para liberar “Pedroca”, o que foi rechaçado pelo investigador.
As investigações mostraram que o plano de resgate do preso foi articulado. Parte dos envolvidos foi responsável por arranjar motos usadas na fuga.
Na madrugada de segunda-feira, por volta de 2h, o bando chegou ao local, nas duas motos. Depois, seguiram para os fundos do imóvel onde está em funcionamento provisório a Delegacia. Ao perceber a invasão, o policial civil foi surpreendido e acabou baleado na cabeça. Pela manhã, os policiais civis que chegaram ao serviço prestaram socorro à vítima. Após o crime, o adolescente foi para a casa de “Maozinha” a quem pediu para guardar em casa o revólver calibre 38. “Maozinha”, no entanto, levou a arma para o mototaxista que a guardou. As investigações apontam “Araninha” e o filho dele, “Bosquinho”, como articulares do plano de resgate do preso.

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