POLÍCIA CIVIL PRENDE ENVOLVIDOS NA MORTE DE OFICIAL DE JUSTIÇA EM BELÉM

A Polícia Civil capturou nesta quinta-feira, 11, os acusados de envolvimento na morte do oficial de Justiça Ricardo Varjão. Nilson Fernando Teles, 24 anos; Saturnino Coutinho de Queiroz Junior, 26; Célio Martins Melo Filho, 30, e um adolescente de 17 anos, foram encontrados, durante a madrugada, em casas, na Passagem Santa Fé, bairro do Guamá, em Belém. Com eles, porções de maconha e munições foram apreendidas. Também foram apreendidos três veículos - uma moto, um táxi, um carro particular e dois capacetes de motociclista - usados no crime. A captura do grupo resultou de uma ação da equipe de policiais civis da Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), sob comando dos delegados Eder Mauro Barra e Ricardo Rosário, em parceria com a Divisão de Homicídios, responsável pelo inquérito do caso. 

PRESOS AO LADO DO DELEGADO EDER MAURO
De acordo com o delegado Cláudio Galeno, diretor da Divisão de Homicídios, a morte foi resultado de um assalto frustrado aliado à imperícia do autor do crime, que efetuou dois disparos contra o carro da vítima, na noite do último dia 5, na Travessa Rui Barbosa com Avenida Braz de Aguiar, bairro de Nazaré, na capital. O adolescente de 17 anos confessou ter sido o autor dos disparos que levaram à morte de Ricardo Varjão, mas alegou que não era sua intenção matá-lo. O crime foi articulado pelos bandidos, detalha o delegado Eder Mauro. 

APREENSÕES
VEÍCULOS APREENDIDOS
Os criminosos agiram nos mesmos moldes da "saidinha bancária". No dia do crime, os grupo se dividiu para identificar uma vítima. Um deles, o olheiro, foi até o Shopping Center Pátio Belém, onde ficou observando as pessoas no local, até visualizar a vítima, que saía das lojas Americanas, após ter comprado um televisor de 44 polegadas. Ainda, segundo o delegado, o oficial de Justiça usava um cordão no pescoço, o que chamou a atenção dos criminosos. O olheiro seria Nilson Fernando. Ele informou por telefone ao comparsa, Célio, dono do táxi, e ao adolescente (pegador do grupo), que estava de carona em uma moto pilotada pelo outro comparsa. Pelo esquema, o adolescente seguiu a vítima, após sair do shopping. 

DELEGADO CLÁUDIO GALENO
DELEGADO EDER MAURO BARRA
EDVALDO LIMA, PRESIDENTE DO SINDICATO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA
No cruzamento da Rui Barbosa com Braz de Aguiar, no momento da abordagem, relatou o adolescente, a vítima arrancou com o carro, e, no mesmo instante, o infrator disparou. As prisões dos acusados ocorreram durante a madrugada, na passagem Santa Fé, no Guamá, em casas diferentes. De acordo com o delegado Ricardo Rosário, um retrato falado, que foi confeccionado no Serviço de Perícia Iconográfica e de Retrato Falado, da Diretoria de Identificação da Polícia Civil, sediado na Divisão de Homicídios, ajudou na identificação do autor do crime. Dentre os acusados, o adolescente já tem duas passagens pela DATA (Divisão de Atendimento ao Adolescente) por roubo e porte ilegal de arma de fogo. Já Célio Martins já responde a um processo criminal por posse ilegal de arma de fogo. Os demais afirmam que não possuem antecedentes criminais. 

O presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça, Edvaldo Lima, agradeceu ao empenho da Polícia Civil na rápida elucidação do crime. "O Estado deu resposta. Parabenizo a equipe de policiais que chegou à prisão dos criminosos e vamos buscar junto ao Judiciário a condenação de todos", salienta. O delegado Cláudio Galeno explica que a parceria com a equipe da DRFR, na investigação do crime, foi fundamental para desvendar rapidamente o caso. "Trabalhamos sempre em colaboração com outras unidades da Polícia Civil em investigações criminais", explica, ao detalhar que a metodologia de trabalho usada na Divisão de Homicídios é o total sigilo das investigações. Os acusados foram enquadrados, na DRFR, por posse ilegal de munição e tráfico de entorpecentes, pelo fato da apreensão das munições e drogas em poder deles. Na Divisão de Homicídios, eles foram qualificados no inquérito policial da morte do oficial de Justiça, e tiveram suas prisões solicitadas à Justiça.

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