POLÍCIA CIVIL PRENDE ENVOLVIDOS EM DUAS MORTES NA PRAIA DO ATALAIA EM SALINÓPOLIS
A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira, 23, em cumprimento a mandados de prisão preventiva, Dorival Corrêa Duarte; Wylliam Moraes Loureiro e Renato Martins Castro, acusados da autoria de dois assassinatos ocorridos na orla da praia do Atalaia, em Salinópolis, no dia 1º de janeiro deste ano. As prisões foram realizadas em Belém e Benevides, na região metropolitana. Além das três ordens de prisão, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nas casas dos acusados. As vítimas dos crimes são Adriano Santana, de 22 anos, e Allan Douglas Bitencourt da Paixão, 15. As informações sobre as prisões foram apresentados, em Belém, durante entrevista coletiva presidida pelo delegado-geral da Polícia Civil, Rilmar Firmino.
| COLETIVA |
Os três presos foram levados para a Delegacia-Geral, onde foram interrogados.
A operação foi deflagrada, durante a madrugada, para cumprir os mandados judiciais decretados pela Comarca de Salinópolis, mediante investigações presididas pelo delegado Tobias Ferreira, da Delegacia do município. A operação contou com apoio de policiais civis das Diretorias de Polícia Metropolitana; de Polícia Especializada e de Polícia do Interior, do Núcleo de Inteligência Policial e do Grupo de Pronto-Emprego (GPE), unidade tática da Polícia Civil. Os presos foram localizados em suas casas. Renato foi preso em sua casa, em Marituba; Wylliam no Marco em Belém, e Dorival na Cabanagem, em Belém.
| TOBIAS, RILMAR E DANIEL |
Além das prisões, foram apreendidos objetos, como celulares, que irão passar por perícia.
O delegado-geral explica que as prisões dos acusados têm por objetivo buscar materialidade dos crimes e a apreensão dos objetos visa verificar se os mesmos estão relacionados aos casos. Participaram também da coletiva os delegados Tobias Ferreira, titular do inquérito, e Daniel Castro, diretor de Polícia Metropolitana em exercício e um dos delegados que atuaram na operação. Segundo o delegado-geral, as investigações comprovaram que os dois homicídios estão interligados e que o adolescente foi morto por engano por ter sido confundido com outra pessoa. As investigações mostraram que os crimes ocorreram no final da madrugada do dia 1º de janeiro, após as festas de réveillon ocorridas ao longo da praia do Atalaia.
Na ocasião, ocorreu uma briga, na orla do Atalaia, entre dois grupos de pessoas que estavam ouvindo som automotivo às margens da praia. Duas mulheres discutiram e foram à luta corporal. Logo em seguida, surgiu Dorival que sacou uma arma e sai em defesa de uma das mulheres. Durante a confusão, ele disparou em direção a Adriano, a primeira vítima. A vítima caiu no chão baleada. Com o tiro, explica o delegado-geral, as pessoas saíram correndo do local, entre elas, Dorival, que caminhou em direção a uma via conhecida como Atalho, um dos acessos à praia. Durante a fuga do suspeito, passava às proximidades o adolescente.
| RILMAR FIRMINO |
As investigações mostraram que Dorival, por acreditar que Allan era um dos integrantes do grupo rival em que estava Adriano, disparou em direção ao rapaz, que caminhava na orla com um grupo de amigos e que nada tinha a ver com a confusão. "O adolescente tinha características físicas muito semelhantes a esse amigo da primeira vítima", explicou. Ainda, de acordo com o delegado, no mesmo dia, ocorreu outro homicídio em Salinópolis, desta vez, no bairro Bom Jesus, mas, até o momento, não se sabe se esse crime está ligado aos outros dois anteriores.
Dentre os presos, apenas Dorival Corrêa Duarte tem passagem pela Polícia por roubo e porte ilegal de arma. Os outros dois foram presos acusados de participação nos homicídios. Eles foram reconhecidos, durante as investigações, por meio de reconhecimento de testemunhas e de técnicas de apuração de crimes. As investigações continuam para apurar o envolvimento de outras pessoas nos crimes. Com as prisões, o inquérito tem até dez dias corridos para ser concluído e enviado à Justiça. Os presos foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Santa Izabel do Pará.
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