PERÍCIA CRIMINAL VAI APONTAR SE ACIDENTE AÉREO FOI CRIMINOSO

A Polícia Civil aguarda os laudos das perícias realizadas no local da queda do avião bimotor, a um quilômetro da cabeceira da pista do aeroporto municipal de Cametá, região do Baixo Tocantins, nordeste do Pará, nesta quinta-feira, 16. Quatro pessoas morreram. As vítimas são o piloto Eduardo da Silva Campos; co-piloto Carlos Eduardo Arruda Brocca; e os vigilantes Beminerdson Ataide Monteiro, 28 anos, e Antonio Maria da Cunha Costa, 46 anos, da empresa de transportes de valores Prosegur Brasil S.A. De acordo com o delegado Délcio Santos, superintendente regional da Polícia Civil no Baixo Tocantins, até o momento, as investigações estão restritas ao Seripa (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). "Caso os laudos mostrem que o acidente foi resultado de ato criminoso, vamos instaurar inquérito criminal para investigar o fato", explicou. 

LOCAL DA QUEDA
RESTOS DO AVIÃO NA MATA
O delegado relata que, logo após tomar conhecimento do acidente aéreo, deslocou-se de Abaetetuba, município sede da Superintendência Regional do Baixo Tocantins, até Cametá com equipe policial e peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves de Abaetetuba, responsáveis pelo levantamento do local do acidente e remoção. Os corpos carbonizados foram levados para a capital, onde apenas com exame de D.N.A. será possível fazer a identificação de cada um. Pelo levantamento dos peritos, o avião caiu ao tentar regressão ao aeroporto e caiu no meio da mata nos arredores do aeroporto. A aeronave explodiu depois de bater no solo. 

BOMBEIROS TENTAM APAGAR CHAMAS
AVIÃO ERA SEMELHANTE A ESTE
O representante da empresa de transportes de valores, Juliano da Silva Lima, esteve na Delegacia de Cametá, no dia 16, para registrar o boletim de ocorrência. Ele comunicou que a aeronave bimotor prefixo PT LOU modelo Barom pertence à empresa Nortejet Táxi Aéreo. Cada um dos vigilantes portava um revólver calibre 38 da marca Taurus e coletes balísticos, equipamentos usados no trabalho. Ele relatou ainda que o avião partiu de Belém por volta de 08:35 horas do dia 16 com previsão de chegada em Cametá por volta de 09:10 horas. O objetivo era levar numerários (malotes com valores) para serem entregues no Banco do Brasil de Cametá. A aeronave pousou no aeroporto por volta de 09:20 horas e repassou numerários para a equipe do carro-forte da empresa Fiel Vigilância e Transportes de Valores comandada pelo chefe de equipe Leonel Pires Damasceno responsável em levar os malotes até a agência. 

LOCAL NA MATA ONDE CAIU A AERONAVE
A aeronave taxiou na pista por volta de 09:35 horas na pista de decolagem para regressar à capital do Pará. Em poucos minutos, o avião caiu no meio da mata. Leonel Damasceno afirmou não ter visto o acidente, vendo o avião só passar com sentido à cabeceira da pista como se fosse decolar. Ele relatou ainda ao representante da empresa Prosegur que saiu do aeroporto e entregou a remessa ao Banco do Brasil e quando seguia para a garagem foi informado via telefone pelo chefe de operações, de nome Rocha, que a aeronave caiu logo após ter decolado. 

Leonel, então, retornou ao aeroporto e constatou que havia equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar no local do acidente. Segundo ele, o avião estava em chamas na ocasião. Leonel lhe relatou ainda ter ido ao ponto da queda do avião e ali viu nitidamente três corpos carbonizados. Ele disse acreditar que o quarto corpo estaria embaixo dos escombros. O boletim de ocorrência policial foi registrado pelo escrivão Benedito Cordeiro e pelo delegado Manoel Luiz de Matos, da Delegacia de Cametá. 

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