POLÍCIA CIVIL DESARTICULA BANDO DE ASSALTANTES DE BANCO NA CAPITAL
Policiais civis da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) impediram um roubo, com estouro de caixa eletrônico, em uma agência bancária na capital, com as prisões de três criminosos, nesta quinta-feira, 14. Dois deles estão envolvidos no roubo à agência do Banco do Brasil, de Moju, região do Baixo-Tocantins, ocorrido em 16 de maio deste ano. Além deles, um presidiário envolvido no roubo, e outro homem preso em flagrante com três bananas de dinamite que seriam usadas para estourar um caixa eletrônico de uma agência bancária em Belém foram presos como consequência das investigações. Ferramentas, como brocas, espoletas, fiação e outros acessórios, que seriam usados para cortar os caixas eletrônicos, além de celulares, relógios de pulso e munição, foram apreendidos.
| MATERIAL APREENDIDO |
As prisões e apreensões são resultados de quase um mês de investigações coordenadas pelo delegado Ocimar Nascimento, da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos (DRRB), unidade vinculada à DRCO.Os dois presos por envolvimento no roubo ao BB de Moju são Nicivaldo Sena Nascimento, 26 anos, de apelido "Márcio Luti", e Wallace Corrêa de Amaral, de apelido "Gordinho". Eles junto com dois comparsas, cujos nomes serão mantidos em sigilo para não prejudicar as investigações, participaram do roubo ao banco em Moju.
Na ocasião, os bandidos entraram na agência e aguardaram o banco ficar vazio, à noite, quando renderam o gerente de serviços do banco, fazendo-o de refém no local. Os criminosos obrigaram o bancário a retirar todo o dinheiro, no total de R$ 70 mil, do interior de um caixa eletrônico.
| WALLACE |
Também foram roubados um revólver funcional para uso exclusivo de vigilantes do banco e o telefone celular do bancário.
A partir das investigações, que contaram com acesso às imagens do circuito de segurança do banco, a equipe policial chegou à identificação dos envolvidos que tiveram as prisões preventivas solicitadas pelo delegado Ocimar Nascimento à Comarca de Moju. "Todos os acusados foram reconhecidos pela vítima e por funcionários de um hotel onde os criminosos ficaram hospedados no município", explicou.
As ordens de prisão começaram a serem cumpridas, na manhã desta quinta-feira, em Belém.
| NICIVALDO |
Três equipes de policiais civis da DRCO, sob comando do delegado, prenderam inicialmente Nicivaldo Nascimento e Wallace Amaral, na Avenida Senador Lemos, área da praça do Jaú, bairro do Telégrafo. Após as prisões, a equipe policial apreendeu os artefatos explosivos, na casa de "Márcio Luti", situada na Rua Tancredo Neves, bairro da Maracacuera, distrito de Icoaraci.
Na casa de uma vizinha dele, os policiais recuperaram o telefone celular roubado do gerente do banco. Após as apreensões, os policiais civis prenderam em flagrante, na rua da Brasília, distrito de Outeiro, em Belém, Carpegiane Corrêa Pantoja, de apelido "Gordo", com quem as ferramentas e demais materiais foram apreendidos.
De acordo com o delegado Ivanildo Santos, diretor da DRCO, a quadrilha envolvida no roubo ao banco se articulou com outra quadrilha, da qual faz parte o presidiário Lindoandro Visgueira Martins, de apelido "Cuia", que está recolhido no Centro de Recuperação Regional do Pará 3, no Complexo Penitenciário do Americano. De dentro da casa penal, o presidiário repassou orientações a Carpegiane sobre como adquirir e usar os explosivos e as ferramentas para estourar caixas eletrônicos de banco. Os presos irão responder por formação de quadrilha e posse de artefato explosivo. Nicivaldo e Wallace vão responder ainda pelo roubo ao banco. As investigações prosseguem para chegar aos outros envolvidos no roubo ao banco em Moju. (FOTOS: JOEL LOBATO - ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL/PA).
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