SANTARÉM (PA): PRESOS AUTORES DA MORTE DE COMERCIANTE

Em operação realizada na manhã desta terça-feira, 26, policiais civis prenderam, em cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão e de prisão temporária, o amazonense José Tarcísio da Costa Santos, 19 anos, e o paraense José Rômulo Ferreira da Silva, 21, acusados de envolvimento em crime de latrocínio (roubo seguido de morte), ocorrido no último dia 17, em Santarém, oeste do Pará. A vítima foi o comerciante Francisco de Assis Moura. Os presos foram conduzidos para a sede da Seccional Urbana de Santarém. Outros dois envolvidos no crime – Gessicley Nunes Vieira, 32 anos, de apelidos “Cleyzinho” ou “Maluf”, e Gilmar Rodrigues, 34, conhecido por “Tina” - estão foragidos. Em poder dos presos, duas armas de fogo, tipo espingardas; cápsulas; capacete de motociclista e dinheiro possivelmente roubado durante o crime, foram apreendidos. 

Presos. Ao lado, objetos e dinheiro apreendidos
PRESOS E MATERIAL APREENDIDO
Francisco de Assis foi morto com três tiros, por volta de 15:30, em seu comércio, na Travessa Professor José Agostinho, bairro Santíssimo, em Santarém. Ali, dois homens em uma motocicleta chegaram ao local, ambos de capacetes. Um deles, que vestia blusa preta de manga comprida abordou a vítima, anunciando assalto, porém, durante o crime, a vítima foi morta. Francisco de Assis ainda foi socorrido com vida. No decorrer das investigações, presididas pelo delegado Jamil Casseb, a Polícia Civil identificou o autor dos disparos, José Tarcísio da Costa Santos, que está preso, enquanto Gessicley, ainda foragido, era a pessoa que pilotava a motocicleta. Já Gilmar e José Rômulo são apontados como os responsáveis em dar apoio aos executores no crime. O crime foi premeditado pela quadrilha. 

Os acusados são integrantes de uma gangue denominada “Piseiro” que age na cidade cometendo crimes, como roubos. As investigações mostraram que, antes do crime, José Tarcísio esteve em uma casa, onde ocorria uma festa regada a churrasco, e ali pediu a um morador para guardar um revólver calibre .38. Depois, o comparsa Gilmar Rodrigues, foi comprar bebida no comércio da vítima e indicou ao comparsa um local em potencial para o assalto. Assim, Tarcísio pegou a arma e, junto com o comparsa Gessicley, foi até o estabelecimento, de moto. Já Gilmar seguiu os dois assaltantes em sua própria moto. 

Após 15 minutos, os três retornaram ao local, onde José Tarcísio pediu ao dono da casa para guardar ali a blusa de moletom que vestia com a arma do crime com apenas três munições. Com a recusa de guardar o revólver no imóvel, os criminosos saíram em fuga. Vários depoimentos foram coletados durante o inquérito, os quais auxiliaram na identificação do bando, que resultou na representação das prisões e das buscas e apreensões dos acusados. Quatro mandados foram expedidos pela Justiça. Durante a operação, uma moto, que pode ser um dos veículos usados no crime, foi apreendida. As investigações prosseguem para localizar e prender os demais acusados.

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